Coisas reais.




Era fim de tarde, o sol pronto pra se despedir, peguei a estrada, pra sentir um pouco dessa terra molhada, me perder no desconhecido.

Por vezes minha alma anseia por calma, preciso respirar antes de me entorpecer, sentir o vento bagunçar meu cabelo, sentir minha pele arrepiar.

Apreciar o momento e o cenário, os minutos que perdemos com coisas sem valor, nos toma um tempo precioso.

Sustentamos mentiras, procurando verdades.

Por vezes preciso me desligar de tudo, dos ruídos, dos olhares,e principalmente de palavras sem sentido.

Minha alma sempre teve fome, e sua fome só tem crescido, coisas reais, coisas reais, é o que mata minha fome.

Toques, palavras, atitudes, vontades.

Coisas reais, coisas reais me instigam.

Tudo o que é de verdade me interessa.

Convivo de mais com as mentiras,

De ilusões, eu sei que tenho que viver as vezes, mas nunca faço dele meu mundo, é temporário.