Adiante.






Ah, se pudéssemos apagar uma parte da história que escrevemos, mudar escolhas que nos levaram até aqui.

Ah, se o medo não fosse tão precursor e nos fizesse tão refém.

Olho as páginas que escrevi, e em muitas delas somente o borrão de tinta preta.

Eu tive medo e também fui covarde.

Ignorei fatos e sentimentos, tudo pra manter a falsa ilusão de que tudo estava em seu devido lugar, com medo de mudar uma peça de lugar.

O preço da liberdade é mais caro do que se imagina, e vem junto com a devastação.

Leva se tempo e querer, para transformar um pássaro que vivia preso numa gaiola, ter vontade de voar.

O desconhecido assusta, e nossa forma de defesa é sempre recuar.

Penso em tudo que perdi pelo o medo, ele sempre foi um oponente forte, sempre me jogando ao chão.

Mas hoje sei que posso derruba lo, o enfraquecer, pois estou tomando rédea da minha vida, e minhas escolhas não se baseiam mais em medo e sim em buscar minha própria paz.

De cicatrizes eu perdi as contas, cada dia uma nova se abre, mas já não sinto medo e nem me escondo por trás dos panos.

O medo já me tirou tanto, que não deixarei que ele me vença, seguirei adiante.