Sua Tela.




E novamente meu corpo é sua tela, e você me pinta com sua fúria, o sangue que seca e as marcas que se mostram ao redores são apenas seu toque final.

E você não entende que no seu universo eu não sou o que você vê.

Você nunca vai entender minha mente, seu coração bombeia em ritmo diferente, e seu olhar sobre as coisas não são os mesmos que os meus.

Vivemos nessa incompatibilidade, ambos buscando adentrar no mundo do qual não enxergamos.

Você nunca tem nada a dizer, e eu tenho sempre muito a guardar.

Lágrimas artificiais não revelam sentimentos, muito menos o tornam real.