As estações.


Me perguntaram em qual estação minha alma se encontrava.

Não consegui responder, há dias que o inverno toma conta, que um simples verão não é capaz de quebrar o frio e os sintomas que os sentimentos me deixaram.

Por outras tento ser primavera, coloco um sorriso no rosto e me coloco à mudanças, visto uma roupa alegre, escondo os tormentos no baú e caminho por uma estrada menos árdua, pra respirar.

Sou muito outono, troco minhas folhas,  jogo fora memórias antigas, para ter espaço para novas.
Me ausento por um tempo, revivo e apago, me concluo, me entristeço, viro a página e esqueço.

Há dias que reúno todas elas em mim, as quatros estações, e fica uma bagunça sem igual.

Aquela antiga bagunça que me acompanha há tempos.

Quem me dera ser menos bagunça e mais organizada.

Organizar minha vida, como se arruma uma gaveta, o que não serve, tira e ponto final. Sem muitos dilemas.

Presa nas estações, sinto pressa em poder viver uma de cada vez, do jeito certo.