Chuva.


Caminhando por esta chuva, eu sei que chegou ao fim.

E não há nada, que me impeça de me molhar agora.

Sentimentos são frágeis, ao mesmo tempo que persistentes.

E por enquanto, eu estou aqui os sentindo, me deixando levar para algo além do que posso controlar.

Molhando meu corpo, eu ergo a cabeça e olho para o céu nublado, a chuva mais intensa está molhando minha face e me pergunto, por quê é preciso sentir tanta dor?

Por quê a dor não pode ser parecida com a chuva?

Por quê se é preciso sangrar para viver?

Mesmo que eu saiba de muitas respostas, partes de mim não aceita esse dilema.

E nessas muitas tentativas de entender, me perco nos meus sentimentos.