Distantes...

Eu te olho e tento desvendar o desvio que seus olhos fazem para não me olhar.

No fim do corredor seus passos simplesmente somem, sua sombra não está mais por aqui..

E nessa insistência de decifrar essa súbita mudança, eu não o deixo partir outra vez sem me encarar.

Mãos frias, rosto pálido, voz rouca, você me diz que está tudo bem, mas não acredito, sabendo de tudo o que nos feriu..

Você se vira mais uma vez, e vai embora..

Quando estamos separados não é tão difícil, mas quando sabemos que nossos olhos se cruzarão a dor só aumenta, nessa intensa busca pelo esquecimento um do outro.

Não deixe me olhar mais uma vez seus olhos, porque neles quero mergulhar e não ha vontade maior do que me atirar.

Eu sei que você sabe e sei que evita tanto quanto eu.

Os dias se passam, e onde estamos, só nos sabemos, distantes...