Reflexo.




Tenho me olhado e não me encontrado,
alguma semelhança ainda de alguém que não sou mais.

Apenas os espelhos me vêem e refletem minha verdadeira face, sem sorrisos para enganar qualquer cenário,
neste lugar estou indo embora, colocando na bagagem apenas o que posso carregar, porque o maior peso carrego em mim.

Minhas mãos podem suportar carregar essas poucas coisas, minha alma já não aguenta o peso de mim mesma, caminhando por este vale
de aberrações, não me espanto com a dor, não corro, não tenho pra onde ir,
não há pressa, se tudo o que sinto é lento e mortal, corroí.

Sua visão não é igual ao que eu vejo, você caminha sem saber que por trás dessa luz que te irradia
mora o mais terrível veneno do descontentamento. nesse mesmo cenário, visões opostas do que a vida lhe deixou.