Estou de volta.

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Ultimamente uma onda de energia, vem alterando meus sentidos, desviando e apagando.

Sinto o vazio,e a falta de emoção as vezes me incomoda, me deixa inerte. 

É como se a vida me mostrasse apenas a lua, sem o sol. E todos os dias se tornassem frios, e sem luz própria dando espaço para o descontentamento.

E como um trilho, que ninguém mais vê ou anda, eu vou apagando meus rastros.

Não posso mais encarar seus olhos, e enxergar o quão longe eles estão,desejo que em algum lugar, você se perdoe e encontre um sentido a mais pra prosseguir.
,
Não posso mais encorajar a tristeza fazer moradia, também não posso mais continuar.

Não vou mais me cegar, são tantos quadros preto e branco pela parede, é hora de preencher as cores faltantes ao meu redor.

Novamente eu acordo, limpo meu rosto e olho pela janela, um novo dia para se dizer:
Estou de volta!










De algum modo.


Sabe quando o que você reflete, não é o mesmo que você senti.

Sua imagem, para os outros é tão diferente da imagem que se projeta quando você mesma se olha.

Pegue mais uma vez sua agulha, é hora de se remendar outra vez.

O mundo não pode ser visto de modo claro, quando se está sempre por um fio.

Tentamos, eu sei, deixar um legado, uma mensagem aos desafortunados de coragem, e esperança.

É muito fácil esquecer, e tão fácil abraçar as derrotas que a vida,lhe proporciona.

Só sei que as vezes, é preciso sangrar, anestesias não podem durar pra sempre.

De algum modo é preciso sentir o gosto de se estar vivo.

Registro

Registro momentos, mas ultimamente palavras têm me feito esquecer.

Abro minhas asas, para voar pra longe de suas teorias.

Minhas fotografias, você não vai rasurar com suas falsas interpretações.

Abri minha lente, deixei que visse minhas memorias, então me despedi.

É um dom e uma maldição ter e destruir.

Conviver com um quadro recheado de pontos negativos, lutando contra 1% de pontos positivos.

Eu vejo pontos negativos em você, e o 1% passa despercebido.

Abro minha lente, fotógrafo você descontente.

O olhar perante a mentira, os lábios guardando segredos.

E eu registro seus ângulos, e te vejo desaparecer em palavras.

O que um dia me fez notar seu semblante, seu olhar, seu sorriso. Hoje desapareceram pela ausência de ações e acúmulo de palavras vazias.

Faça sua escolha.


E quanto mais vejo suas feridas,mais me sinto Melhor.

Cada vez que você está no chão, despedaçado e sozinho, eu fico rindo sozinha.

A sua imagem não me causa nenhum tormento, foi se o tempo que estávamos do mesmo lado.

Mas você virou meu oponente, e prometi a mim mesma não baixar a guardar.

Cada corte que você abre em mim, o dobro abro em você.

Sua luz já se foi e seus demônios estão na sua cabeça.

Meu rosto ativa seu mecanismo de batalha, você me empurra, tenta me impedir, você quer me matar.

E eu entrei nessa luta pra matar os demônios que nos atormenta, esse reflexo e toda gota de sangue derramado nunca é suficiente para auto destruição.

Qual seria o preço, ou o nível de loucura capazes de nos fazer parar?

Há sempre dois lados, seu tempo está se esgotando.

Qual lado vale mais, a redenção ou sua própria mutilação?

Talvez, eu queira.


Caímos, é assim, sentimos e faz parte da nossa natureza.

Morremos e revivemos, partimos e voltamos.

Já não tenho certeza da mira desse gatilho, sou guiada indiretamente por minhas atitudes, e tenho tentado não pensar nas circunstâncias ou nos porquês do agora.

Meu corpo reagi de uma forma, enquanto tento criar distrações para minha mente, a fim que permaneça quieta.

As vezes o silêncio é como uma sinfonia, embalando os mais belos sentimentos,
Por outras é latente, uma ferida interminável que nunca cessa e alucina.

Não sei descrever tão certo, ainda mais agora.

E não sei disfarçar, embora tente, desviar minha atenção.

Mudar a direção, evitar uma colisão, já não sei ao certo, talvez eu queira uma explosão.

Minha sina.


Estou costurando minhas feridas, e abrindo outras.

Tenho fechado meus olhos, para não ver que o medo de deixar, é tão grande quanto medo de não sentir.

Já não sei se um dia encontrarei a paz tão desejada, mas irei tentar aprender a conviver com minha própria fúria.

Vou continuar caminhando, até onde,não sei.

Tenho procurado meu lugar, por alguma esquina, e fotografia.

O gosto amargo têm me enjoado,
A rápida duração dos momentos bons me irritado.

A demora de cair em si, e ver a realidade, ah essa me mata.

Perdi tempo demais, e senti pouco do que gostaria.

O hoje já vai terminar, e quantas das coisas que você realmente queria, você conseguiu fazer, sentir ou dizer?

Vivo esse dilema e prometi a mim mesma começar a reverter minha sina.

Metade de mim ainda vive o passado, e a outra anseia viver o futuro.

Um vício, e um remédio.

De baixo das estrelas, conte me seus segredos, embora não seja sempre tão fácil,nunca é tarde para se abrir.

Como um veneno eu provei seus anseios, e ainda me resta seu gosto.

Não me diga adeus, se ainda deseja ficar e esqueça o amanhã, debaixo das estrelas me conte o que você realmente senti, embora não seja fácil, eu posso ver em seus olhos.

Como fogo que se acende a lareira, com as mãos eu toco sua alma e acendo o fogo que você mantém baixo, toda vez que estou perto.

É um vício, decorar suas manias e também um remédio me perder em seu olhar.



Mas, e o sentir...

Cada palavra dita e também as não ditas, cada intenção vista e outras despercebidas.

Foi assim que comecei a entender, e meus olhos curiosos começaram então a fotografar momentos em silêncio.

Comecei a guardar palavras e olhar mais.

Não sabemos o quanto ainda sobrou de nós de dois.

E palavras nunca serão capazes de expressar, o que meu olhar consegue te dizer.

Mas aprendi, do jeito errado, que o ponto de partida é o mesmo de chegada.

Que perdemos quando calamos nossa voz, e também quando fingimos ser, o que não somos.

Eu sempre verei além dessa cortina, que nós mesmos colocamos pra nos proteger.

Mas, e o sentir pra onde se manda?

Se é algo que se instala como um vírus, difícil de deletar.

Lâmpada.

É sombrio como podemos viver  aprisionados.

Uma lâmpada que clareia , não ilumina à nossa volta.

Vi demais, mas também não vi tudo o que gostaria.

Caminhei, mas não tão longe quanto queria.

Algumas coisas ficam perdidas, e voltar aos passos que já dei é encarar o que não possuo mais.

Reabrir sonhos que deixei, sentimentos esquecidos.

É bom lembrar, mas também é melhor ainda poder esquecer vidas que se foram sem você.

Apague sua lâmpada está noite, abrace seu travesseiro, já não existe motivo pra ignorar o que senti.

Hoje é o seu dia, assim como ontem foi o meu.

E eu ainda me pergunto,por mais quantos dias irei me sentir assim.

Máscaras.

Vivo meu mundo particular.

Ser diferente não é ruim, uso máscaras assim como você para sobreviver a  tragédia do mundo.

Nascemos e morremos todos os dias, e trocamos as máscaras velhas por novas.

Se preocupam tanto com a beleza, mas nunca enxergam sua alma por trás dela.

Já não sei qual rosto de verdade é o seu,
Já não sei as mentiras e verdades.

Muitos acabam presos em suas próprias máscaras, e nunca voltam a ser de fato quem eram.

Nunca esqueço de quem sou, ou do que sinto e quero.

Uso máscaras sim, mas quando a tiro poucos conseguem ver a luz reluzente de minha alma, poucos me olham nos olhos, poucos enxergam quem realmente sou.

Até prefiro ser a desconhecida, quanto menos te conhecem, menos podem te ferir.

Não sou uma máscara, apenas mais alguém tentando encontrar um lugar de paz nesse mundo de caos.

E quando estou comigo mesma, liberta de máscaras e correntes, posso viver o espetáculo da vida.