Lâmpada.

É sombrio como podemos viver  aprisionados.

Uma lâmpada que clareia , não ilumina à nossa volta.

Vi demais, mas também não vi tudo o que gostaria.

Caminhei, mas não tão longe quanto queria.

Algumas coisas ficam perdidas, e voltar aos passos que já dei é encarar o que não possuo mais.

Reabrir sonhos que deixei, sentimentos esquecidos.

É bom lembrar, mas também é melhor ainda poder esquecer vidas que se foram sem você.

Apague sua lâmpada está noite, abrace seu travesseiro, já não existe motivo pra ignorar o que senti.

Hoje é o seu dia, assim como ontem foi o meu.

E eu ainda me pergunto,por mais quantos dias irei me sentir assim.

Máscaras.

Vivo meu mundo particular.

Ser diferente não é ruim, uso máscaras assim como você para sobreviver a  tragédia do mundo.

Nascemos e morremos todos os dias, e trocamos as máscaras velhas por novas.

Se preocupam tanto com a beleza, mas nunca enxergam sua alma por trás dela.

Já não sei qual rosto de verdade é o seu,
Já não sei as mentiras e verdades.

Muitos acabam presos em suas próprias máscaras, e nunca voltam a ser de fato quem eram.

Nunca esqueço de quem sou, ou do que sinto e quero.

Uso máscaras sim, mas quando a tiro poucos conseguem ver a luz reluzente de minha alma, poucos me olham nos olhos, poucos enxergam quem realmente sou.

Até prefiro ser a desconhecida, quanto menos te conhecem, menos podem te ferir.

Não sou uma máscara, apenas mais alguém tentando encontrar um lugar de paz nesse mundo de caos.

E quando estou comigo mesma, liberta de máscaras e correntes, posso viver o espetáculo da vida.

Não mudam..


Certas coisas não mudam com o tempo, ficam escondidas dentro da gente.

Achamos mudar, mas basta um pouco da ferida se abrir, pra vermos que ainda somos os mesmo.

Que apenas mudamos atitudes e direções.

Porque o vento que te toca é o mesmo que balança meu cabelo, e o céu que paira sob sua cabeça, é o mesmo que meus olhos apreciam.

Ser forte, não é se enganar,.

Precisar voar, não é se perder.

Deixar de demonstrar, não é deixar de sentir.

Escrevemos nossa canção, e quando à ouvimos, revivemos outra vez.

Ventos.

Seus ventos estão me agitando, movendo minhas folhas de lugar.

Essa corrente de ar que me leva por essa escuridão da noite, não pesa, me deixa leve, entregue ao destino que não conheço.

Sua melodia me envolve, me sinto leve quando vejo seus olhos.

Me sinto leve quando vejo seus olhos, olhando pros meus.

Sua voz suave, sussurrando na minha cabeça, suas mãos tocando em minhas mãos, uma mistura de paz e de agitação.

Caminhamos pra onde as estrelas e a lua são nossa única fonte de iluminação.
Por essas areias frias, jogamos nossas insatisfações e magoas para que a maré se encaminhe de levar pra longe o que não queremos mais.

Sinta a brisa leve nos tocar, a lua nos acompanhar com nossos dilemas e sentimentos.

As vezes é tão difícil se manter forte todo o tempo, e tão certo de si, e do que se deve fazer.

Mas quando eu a vejo no céu tão só mais tão brilhante, eu me sinto frágil e meus sentimentos fluem me guiando, e eu só sinto a certeza do momento.

Um momento, um momento para guardamos, quando amanhecer voltaremos a ser quem éramos e para o  lugar de que saímos.

É apenas mais um dia na escuridão, que seus ventos me guiam.

Autor.

Achar uma razão, pra voltar a ingerir mais uma dose.

Levantar e andar por esse corredor, onde minha história está sendo contada à cada lugar que me viro.

Quando se perde aquela vontade, não resta muito a seguir.

As amarras não seguram, quem quer se soltar, assim como a vida não é desculpa para fazer você ficar.

O tempo está passando, e palavras bonitas ou falsas atitudes não mudam a sina do seu próprio autor.

Aprendemos a fingir, e aprendemos a deixar o medo controlar nossas vontades.

Aprendemos a viver com pouco, e esquecemos de reaprender a lutar.

Esquecemos que somos o autor da nossa história, e que se perder em algum momento é natural, mas se deixar morrer é uma saída sem volta.

Não há tempo fácil.

Guarde as promessas, rasgue as fotografias, não guarde lágrimas deixe que elas rolem por seu rosto.

Chegou o dia de se despedir, diga adeus, não há tempo fácil quando estamos a morrer.

Olhe o tempo bom que se foi, todas as vidas tocadas, respire o ar das plantas, veja o céu azul e sinta a paz entre as árvores, não deixe que sua última visão seja de dor.

Não há tempo fácil quando estamos a morrer.

Não há maneira fácil de se despedir.

Entre as estrelas no céu.

Sinto me imóvel, anestesiada por todos os sentimentos que já senti.

Não, você não sabe como é estar tão fundo.

Sentimentos as vezes são tão avassaladores quanto inúteis.

Já passei da fase ilusória e sei que enxergar a realidade tem sido uma forma dura de se viver.

Não se engane com meu olhar e meu sorriso, eles não revelam quem sou.

Conheço minhas cicatrizes, e tenho costurado elas a cada momento que você me toca.

Por fora sou o que você quer ver, por dentro alguém que se perdeu.

Há um imenso espaço entre o pensar saber, e o saber de fato.

Então não me venha com suas suposições.

Não, você não sabe como é estar fundo.

Foi se o tempo que me deixei enganar, não se foge do que te rodeia.

Procuro o dia que estarei entre as estrelas, lá no céu distante.

Porque preciso.

Não quero descrever como meus medos me controlam.

Mas estive pensando sobre quem sou,
De como parei aqui, dentro da minha cabeça.

Estive pensando sobre o fim, a duração do tempo que achamos ter.

Fiquei pensando na vida que vejo através dos seus olhos, e das melodias que saem de sua boca.

De todos os lugares por onde caminhei, das sensações calmas e turbulentas.

Me lembrei de não querer viver, guardando certas memórias, porque sempre precisei apagar certas feridas pra poder respirar.

Porque ainda estou viva e preciso me sentir assim.

Talvez eu seja.

É estranho olhar e não ver o que um dia se viu, muda se os olhares, a forma de falar e agir.

E quem uma vez foi conhecido por anos, em alguns meses já é um estranho.

Parece que perdi muito tempo, acreditando no que pensei conhecer, e é tão difícil acreditar no que me dizem agora.

Ações valem mais do que palavras muitas vezes, mas de nada vale, se não são reais.

Me defendo nessa batalha, onde muitos vestes suas máscaras, procurando alguém pra enganar.

Um dia tudo que foi sincero, vira pó, aqueles mesmos olhos que te fazem mergulhar, são os mesmos que te fazem se odiar.

Porque talvez eu seja, só mais uma entre milhares de alucinados, querendo coisas reais.

Eu consigo ver sua perdição, seus olhos não querendo enxergar, que você está tão só nessa escuridão, não adianta fingir viver na luz.

Enquanto os outros em sua volta te fazem sentir o melhor, eles não vêem seu verdadeiro cenário.

Estão todos procurando por algo, que como uma droga vicia e depois faz mal.

Estranho mundo da loucura, é o que eles dizem.

Eu só preciso sentir coisas reais...

Juntas até o fim.

E essa sensação está me rasgando por dentro, porque estou a sentir sua dor.

Te peço que não vá, não me deixe neste mundo do qual você me colocou.

Quero poder novamente olhar seu rosto, e poder te abraçar cheia de vida.

Porque as sombras que hoje te abraçam só tem nos ferido.

Eu quero ver o sol em você outra vez, te ver brilhar, como era de costume.

Quero te dizer que mesmo sem dizer eu te amo, e nunca poderei retribuir tudo o que já fez por mim.

Essa luta é nossa, estamos juntas até o fim.